Não. Não vou falar sobre a arte milenar de pintar com pigmentos e água num papel. Mas sim sobre um antigo software desenvolvido para o
MSX.
O Aquarela tinha a Carmem Miranda na Abertura
Lá nos primórdios dos tempos, nem todos tinham acesso a um computador. Graças ao meu primo Mauro Xavier, eu tive contato com este maravilhoso mundo nerd logo cedo. Em seguida, ganhei um MSX do meu pai, onde além de joguinhos eu podia desenhar! Olha que coisa boa.
Haviam pouquíssimas opções de editores gráficos por aí. Graphos e Aquarela eram dois deles. Ambos 100% nacionais (ae Brasiiiiil). Um dia, achei o Aquarela em algum disquete, e foi nele que dei meus primeiros passos na arte digital, aos 9 anos.
Nesta foto eu estava desenhando… adivinha?
A Dama e o Vagabundo! hahaha
Ila posa orgulhosa ao lado do seu MSX (argh, que franja horrível!)
Não pensem que era a coisa mais fácil do mundo desenhar nele. Apesar de nestas alturas do acontecimento já existir mouse e lightpen (o avô do tablet), eu tinha que me virar no teclado mesmo. Não ficava perfeito, mas já era um desenho né?
Hoje, depois de longos anos, resolvi me aventurar no Aquarela novamente. Foi engraçado rever a Carmem Miranda na tela de abertura. Ainda acho tão bonita… vai ver é porque posso imaginar o trabalhão que deu desenha-la!
O máximo que consegui fazer hoje foi esta menininha tosca. Nhé.
Um desenho lindo e belo feito no Aquarela
Mas um dia hei de conseguir fazer uma Carmem Miranda! hehe