O post anterior, sobre como a autora da identidade visual de São Paulo não foi devidamente reconhecida pelo seu trabalho, foi só um exemplo do quanto um concurso pode ser injusto.
Assim como a Mirthes, muitos já se sentiram lesados por terem suas idéias exploradas a troco de nada - tá, quase nada – não vou dizer que não deve ser legal ver seu trabalho ser escolhido e divulgado. Já te dá uma certa satisfação pessoal e tal. Mas... e aí?
Fiquei pensando em como é fácil para uma empresa conseguir boas idéias praticamente de graça. Sente só: A empresa precisa de um novo mascote mas não está afim de investir em um profissional. Então o que ela faz? lança um concurso onde terão várias idéias geniais, e de graça! espertinhos eles não?
Claro que o prêmio para o dono da idéia genial é ter o nome divulgado em fonte número 7, no cantinho da página, onde só você e sua mãe vão ler. hohoho.
Existem muitos destes tipos de concursos atraindo artistas esforçados em alavancar sua carreira. Eles partem do pressuposto que se você ilustrar para eles hoje, vai chover oportunidades para você amanhã. Alguns podem te abrir portas? Claro que sim! Mas acho complicado ficar esperando que você ganhe fama, dinheiro e poder desta maneira. Não dá para ficar contando com o ovo dentro da galinha nos tempos de hoje.
Falo isso por que esta semana vi um concurso onde o prêmio era ilustrar um livro infantil inteirinho. Que?? Olha, para mim isso tem outro nome: trabalhar de graça!
Por que ao invés de somente prometerem algum possível reconhecimento pelo trabalho eles não pagam o prêmio em dinheiro? Tapinha nas costas não pagam as contas não! Artista também tem água, luz, internet, aluguel e ração de gato pra pagar pô!
É por isso que eu digo NÃO a estes concursos que só querem saber de explorar o talento alheio. Eles que aprendam a botar a mão no bolso de verdade se querem valorizar um artista.
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