pontos de vista quadrinhos by ila fox

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pintinho amarelo by ila fox

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quadrinho gato a hora do pesadelo

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Sou doida por listas, adoro fazer aquele visto ao lado by ila fox - ilustração

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Postado por Ila Fox 10 comentários
Apesar de amar a ilustração nunca trabalhei com isso formalmente. Sempre dependendo de esporádicos freelas e da boa vontade dos clientes na hora do pagamento. Mas este ano resolvi correr atrás de um sonho antigo que era de virar ilustradora profissional. Muito bonito, muito emocionante.

O X da questão era: como fazer isso num país onde sua profissão teoricamente não existe para ser regulamentada? Abrir uma microempresa estava totalmente fora de cogitação. Muito dispendioso para uma autônoma de lucros flutuantes como eu.

Eis que parecia ter surgido a solução do meu problema (meu e de mais uma penca de ilustradores por aí).

No inicio deste mês entrou em vigor um projeto do governo para Empreendedor Individual. O Programa garante formalização de profissionais autônomos. Para se inscrever é simples, sem necessidade de contador e totalmente gratuito. Olha que beleza! Fiquei muito animada com a oportunidade de formalizar meu trabalho! Além da chance de ter um CNPJ e emitir notas fiscais para clientes maiores.
ila fox com CNPJ de ilustradora
A primeira dificuldade surgiu na inscrição. Como ilustrador não existe na lista de códigos do CNAE (sigla para Classificação Nacional de Atividades Econômicas), o negócio foi apelar para um CNAE genérico: 7490-1/99 (outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente). Isso por que nesta lista tem desde assentador de azulejos, animador de festas à tosador de cães. Ok...

Em seguida tive a infelicidade de descobrir que o programa do governo não abrange trabalhadores que exerçam atividades intelectuais (?!). Ou seja: eles partem do pressuposto que se você é inteligente o bastante para ser criativo, é inteligente o bastante para também ganhar seu dinheiro sem precisar recorrer a um projeto como este. Nhé.

Engraçado é como o site não deixa claro estas condições! A única coisa que estabelecem é que o trabalhador não ganhe mais de 36.000 por ano. Se passar disso já é considerado microempresa.

Mas o detalhe fica por conta das fotos que usam no site. Uma dela é exatamente de um ilustrador! Veja só que contradição.

ilustrador no site do empreendedor individual mp3 quebrado

Dá para trabalhar informalmente? Até dá, mas vai limitar minha atuação no mercado. Infelizmente hoje em dia não existe outra maneira de crescer profissionalmente que não seja abrindo uma empresa e se sujeitando à todos os impostos e despesas com contador. O que para um autônomo iniciante pode significar, trabalhar para pagar as contas na maior parte do tempo.

Garanto que não só eu como muitos profissionais da área artística, da informática e da comunicação se sentiram lesados com este bola fora do governo...

Mas foi Darwin, não eu, que disse a maior verdade de todos os tempos: "só o bem adaptado sobrevive", de modos que eu aqui vou me adaptar. E o resto é a vida que segue.

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objetos tem sentimentos mp3 quebrado

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Postado por Ila Fox 6 comentários
Leitores mais curiosos irão reparar que meu blog ganhou um ícone na barra de endereço! Olha lá que bonitinho!

Ontem a noite cá estava eu na minha eterna ilação quando, resolvi adiar o sono e voltar pro computador... e então num momento que Arquímedes definiu como “Eureka”, eu descobri que meu nomezinho:
nome ila
Se organizado de outra forma vira:
ambigrama de nome
Tcharam!!!
Que?! ainda não perceberam a coincidência? Vou ajudar!
lápis vermelho icone ila fox
Gente, meu nome virou um lápis!!! Óia que coisa incrível!
É... Nasci pra ser desenhista, não tem jeito!

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ila fox é uma pessoa antiga, esquentar o leite só no fogão, guardanapo em cima do fogão - ilustração

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recém casados quadrinho ila fox

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Postado por Ila Fox 11 comentários
Já aconteceu comigo, já aconteceu com você e deve acontecer até com o Alex Ross. O fato é que nenhum artista escapa da temível falta de inspiração! *toc toc toc, bate na madeira!*

Pode começar numa semana corrida disfarçada de cansaço. Pode começar numa semana monótona como falta de estimulo. Pode começar quando está muito quente ou muito frio. Pode começar quando você está feliz ou triste. Pode durar horas, dias ou até anos, nunca se sabe. O fantasma da falta de inspiração sempre alcança a gente em algum momento de nossas vidas.

Nenhuma sensação parece mais angustiante para um artista que estar frente a frente com um papel em branco e nenhuma idéia na cabeça. Você olha pro papel, o papel olha pra você. Falta clima. Você põe uma música, prepara a iluminação, abre uma bebida e nada. Finge que a culpa não é sua e abre a geladeira, deve ser fome. Mas não adianta, a culpa vem. Desculpe querida, isso nunca aconteceu comigo antes.

Mas o que fazer quando a inspiração parece ter te abandonado para sempre? Sentar e chorar? Amarrar uma corda no pescoço e se jogar num poço? Largar desta vida e vender sanduíche natural na praia? Na-na-ni-na. O negócio é correr atrás do prejuízo meu amigo.
homem triste olhando pro espelho adeus by ila fox
Existem algumas dicas que podem ser usadas para que a inspiração – esta ingrata - nunca te deixe na mão. E a primeira delas é:

Não perca uma boa idéia – Você estava lá deitado quase dormindo quando teve uma idéia genial que poderia mudar o rumo da sua vida e te deixar rico. Ao invés de anotar você ficou lá de bobeira. Na manhã seguinte sua memória te traiu e não havia nem sombra da idéia genial. É isso. A inspiração é orgulhosa. Se a gente não dá a devida atenção à ela, ela nos abandona sem dó nem piedade. Por isso não desgrude de um bloquinho de notas. Anote tudo, tudo, tudo que de alguma forma te deu aquele insight.

Ande – Sabe nos desenhos quando o personagem está pensando e anda em círculos? Pois é. Parece besteira mas não é. Andar oxigena o cérebro e ajuda a movimentar as idéias (e de quebra perde umas calorias). Então tire esta bunda da cadeira e ande meu filho!

Perceba o mundo – Pois bem, aproveite que você está andando e perceba o mundo. Repare nos detalhes. Os fios embolados do poste, um azulejo quebrado, a mancha no chão que forma um desenho engraçado, a silhueta dos galhos através do céu azul. Sinta os cheiros, sinta o sol e o vento. Escute os passarinhos cantando e as risadas das crianças (ai que lindo isso). Aí chegue em casa e desenhe tudo que você viu e ouviu. Será um exercício e tanto.

Preste atenção nas pessoas – Sabe aquele seu vizinho estranho que sempre chega em horários suspeitos, aquela moça meio triste que trabalha na padaria ou até mesmo aquele seu gato maluco que te acorda de madrugada para beber água da pia? pois é, o mundo tá cheio de personagens em potencial. Maurício de Souza se inspirou em seus filhos ao criar a Turma da Mônica. Charles M. Schulz se inspirou em amigos (e até no cachorro) para criar os personagens de Snoopy.

Não pare - Nunca pare. Lembre-se que a bicicleta não cai quando está andando! Deu uma leve travada? Não se desespere. Procure fazer qualquer coisa que exercite o cérebro. Desenhe algo que você já conhece bem. Seu quarto, você, a vizinha gostosona. Escreva, nem que seja para apagar depois. Converse com seu amigo imaginário. Converse com seus amigos de boteco. Leia. Assista um filme e desenhe a cena que mais gostou. Limpe seu quarto. Garimpe a internet em busca de imagens bacanas. Se inspire em outros artistas. Escute uma música e imagine um clipe. Viaje na maionese! Aproveite que a mente é livre para pensar no que quiser.

Bom, estas são as dicas. Claro que isso não é uma fórmula mágica. Muitas vezes estamos inspirados e assim mesmo não sai nada que preste. Por isso que aquela velha teoria que diz que criação é 5% inspiração e 95% transpiração pode ser verdade.

Maaaaas, por vida das dúvidas nunca deixe de cuidar, de mimar, de dar atenção à sua inspiração. Afinal, se as vezes fica difícil fazer alguma coisa com ela, imagine sem ela!

de bem com a inspiração by ila fox

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Postado por Ila Fox 12 comentários
Sempre fui a desenhista da família e da turma.

Se precisavam de alguém para desenhar um gato, chamavam a Ila! Se precisavam de alguém para jogar Imagem & Ação, chamavam a Ila! Se precisavam de alguém para entreter a priminha por algumas horas, chamavam a Ila! Mas se por um lado era divertido ser a queridinha das professoras de educação artística, por outro lado me assombrava aquela expectativa das pessoas de que eu soubesse desenhar tudo lindo e perfeito.

Como eu morava no interiorrr nunca tive muito acesso à cursos, livros ou revistas para me especializar no assunto - ai que falta me fazia uma internet naquela época! Tudo que me restava era me deixar levar pela inspiração mesmo, sem técnica nenhuma.

Pra piorar a situação eu achava que tinha que saber desenhar tudo sem usar qualquer referencia. Que se eu fizesse isso eu estaria trapaceando por “copiar”.

Isso acabava sendo muito frustrante, pois muitas vezes precisei desenhar algo que não sabia. Me lembro de uma ocasião em que comprei uma revistinha onde mostrava que muitos desenhistas profissionais tinham pastas e pastas de materiais de referencia. Ufa, que alívio que foi saber disso! Entendi que não era errado me basear numa figura para desenha-la de forma mais realista, na verdade fazendo isso eu estaria até aprendendo! Afinal ninguém nasce sabendo tudo né?

Com os anos percebi que desenhar é prática.
Uma sucessão de tentativas e erros. Assim como tudo nesta vida.

caricatura colorida noivos by ila fox
Para fazer esta caricatura dos noivos na moto eu tive que apelar para São Google!

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Postado por Ila Fox 5 comentários
Mas afinal, quem é esta... Lila, Mila, Camila, Priscila...?!
Antes de tudo, tenho que dizer que meu nome é ILA mesmo, não é apelido!

Nasci no dia 21 de abril de 1982 em Santa Cruz do Rio Pardo, interiorrr de São Paulo. Todos dizem que fui um bebê tranqüilo. Chorava pouco, dormia muito. Vai ver desde aquela época que eu gostava de sonhar acordada.

ila fox bebê com mamadeira

Pequena Ila meditando com sua mamadeira e travesseirinho - 1986

Na infância não foi muito diferente não. Nas reuniões do colégio as professoras viviam pegando no meu pé por viver no "mundo da lua".

Mas acho que foi na adolescência que eu me superei. Ao invés de ser uma rebelde sem causa igual a todos, eu simplesmente usei toda minha energia para criar! Entre 1997 e 1998 Minha rotina era ficar trancafiada no meu quarto perdida nas minhas ilações. Foi a época que eu mais produzi. Minhas pastas deste período tem em torno de 350 desenhos cada. Praticamente um desenho para cada dia do ano, nossa! ritmo industrial era pouco!

ila fox ilustradora desenhando na escrivaninha

De óculos-e-aparelho na escrivaninha companheira - 1998

Com o término do colegial começaram algumas cobranças sobre faculdade e trabalho. Passei por um período de depressão que me desanimou bastante nesta época. Mas ainda sim tive animo de conseguir meu primeiro emprego de ilustradora em um jornalzinho e arte finalista numa agencia. Fatores decisivos nas minhas futuras escolhas profissionais.

Em 2001 tomei vergonha na cara e sai da casa dos meus pais. Não foi por rebeldia mas para estudar. Tinha passado no vestibular da faculdade de artes plásticas da UEL. Vida nova, tudo novo.

ila fox na faculdade de artes plásticas UEL

Na aula de desenho pintando uma laranja - 2002

Me formei em 2005. Para a alegria da nação eu consegui um emprego logo em seguida. E depois dele vários outros. Infelizmente todos maçantes e castradores do ponto de vista criativo.

Fiquei sete anos morando em Londrina, sobrevivendo à base de miojo e delivery. Desenhei bem pouco neste período. Talvez o peso das responsabilidades do mundo adulto tivessem tirado um pouco da inspiração… Acho que os desenhos mais significativos desta fase obscura foram os do meu estágio no Sesc, onde desenhava cenários para peças teatrais e feiras do livro.

ila fox pintando painel na feira do livro

Com a mão na massa, pintando painel para feira do livro - 2005

Em 2007 senti que precisava tomar uma atitude se quisesse mudar minha vida. Dei um basta em tudo que me bloqueava e não me fazia bem. Retomei amizades, sai mais, ri mais. Fiz uma bela de uma faxina na minha casa e na minha alma. Saí do marasmo que me encontrava, me sentia muito bem. E com isso minha imaginação começou a fluir novamente!

Em 2008 conheci o Ricardo que foi meu grande estimulo para voltar a desenhar. Sempre me incentivando e me apoiando. Não foi por menos que em oito meses nos casamos. Me mudei de mala, cuia e gatos para Belo Horizonte em Maio de 2009. E aqui estou eu!

ila fox ilustradora na escrivaninha 2009

Onde provavelmente estou agora - 2009

Então, se você tem interesse em encomendar alguma ilustração comigo, entre em contato através do e-mail: ilafox@gmail.com, que terei o maior prazer em responder!

E seja bem vindo! :-D

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"Começar já é metade de toda ação" - provérbio grego.

Ilavamosnós!

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