sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
As Dores e as Delícias de ser uma Ilustradora

Apesar de desenhar desde sempre nunca trabalhei com isso formalmente. Mas este ano resolvi correr atrás de um sonho antigo que era de virar ilustradora freelancer. Muito bonito, muito emocionante.
O X da questão era: como fazer isso num país onde sua profissão teoricamente não existe para ser regulamentada? Abrir uma empresa estava totalmente fora de cogitação. Complicado assumir os exorbitantes encargos da selva tributária sendo um autônomo de renda instável. O que para quem está começando pode significar, trabalhar para pagar as contas da empresa. Porém um CNPJ me parecia realmente necessário para pegar trabalhos maiores onde exigem a emissão de nota fiscal.
O X da questão era: como fazer isso num país onde sua profissão teoricamente não existe para ser regulamentada? Abrir uma empresa estava totalmente fora de cogitação. Complicado assumir os exorbitantes encargos da selva tributária sendo um autônomo de renda instável. O que para quem está começando pode significar, trabalhar para pagar as contas da empresa. Porém um CNPJ me parecia realmente necessário para pegar trabalhos maiores onde exigem a emissão de nota fiscal.
Eis que parecia ter surgido a solução do meu problema (meu e de mais uma penca de ilustradores por aí).
No inicio deste mês entrou em vigor um projeto do governo para Empreendedor Individual. O Programa garante formalização de profissionais autônomos. Para se inscrever é simples, sem necessidade de contador e totalmente gratuito. Olha que beleza! Fiquei muito animada com a oportunidade de formalizar meu trabalho!
A primeira dificuldade surgiu na inscrição. Tive a infelicidade de descobrir que o programa não abrange trabalhadores que exerçam atividades intelectuais (?!). Ou seja: os caras dão suporte para uma penca de atividades que vão de açougueiro à vinagreiro, mas não para ilustradores!
Mas o detalhe fica por conta das fotos que usam no site. Uma dela é exatamente de um ilustrador! Veja só que contradição:

Dá para trabalhar informalmente? Até dá, mas vai limitar sua atuação no mercado.
Garanto que não só eu como muitos profissionais da área artística, da informática e da comunicação se sentiram lesados com este bola fora do governo... fala sério né?
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sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Ilápis
Leitores mais curiosos irão reparar que meu blog ganhou um ícone na barra de endereço! Olha lá que bonitinho!
Ontem a noite cá estava eu na minha eterna ilação quando, resolvi adiar o sono e voltar pro computador... e então num momento que Arquímedes definiu como “Eureka”, eu descobri que meu nomezinho:




Se organizado de outra forma vira:

Tcharam!!!
Que?! ainda não perceberam a coincidência? Vou ajudar!

Gente, meu nome virou um lápis!!! Óia que coisa incrível!
É... Nasci pra ser desenhista, não tem jeito!
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Quero um Pé de Inspiração
Já aconteceu comigo, já aconteceu com você, e deve acontecer até com o George Pérez. O fato é que nenhum artista escapa da temível falta de inspiração! *toc toc toc, bate na madeira!*
Pode começar numa semana corrida disfarçada de cansaço. Pode começar numa semana monótona como falta de estimulo. Pode começar quando está muito quente ou muito frio. Pode começar quando você está feliz ou triste. Pode durar horas, dias ou até anos. Nunca se sabe. O fantasma da inspiração sempre alcança a gente em algum momento de nossas vidas.
Nenhuma sensação parece mais angustiante para um artista que estar frente a frente com um papel em branco e nenhuma ideia na cabeça. Você olha pro papel, o papel olha pra você. Não tem clima. Você põe uma música, prepara a iluminação, abre uma bebida e nada. Finge que a culpa não é sua e abre a geladeira, deve ser fome. Mas não adianta, a culpa vem. "Desculpe querida, isso nunca aconteceu comigo antes".
Mas o que fazer quando a inspiração parece ter te abandonado para sempre? Sentar e chorar? Amarrar uma corda no pescoço e se jogar num poço? Largar desta vida e vender sanduíche natural na praia? Na-na-ni-na. O negócio é correr atrás do prejuízo meu amigo.

Não perca uma boa ideia – Você estava lá deitado quase dormindo, quando teve uma ideia genial, que poderia mudar o rumo da sua vida e te deixar rico. Ao invés de anotar, você ficou lá de bobeira. Na manhã seguinte sua memória te traiu e não havia nem sombra da ideia genial. É isso. A inspiração é orgulhosa. Se a gente não dá a devida atenção à ela, ela nos abandona sem dó nem piedade. Por isso não desgrude de um bloquinho de notas. Anote tudo, tudo, tudo que de alguma forma te deu aquele insight.
Ande – Sabe nos desenhos quando o personagem está pensando e anda em círculos? Pois é. Parece besteira mas não é. Andar oxigena o cérebro e ajuda a movimentar as ideias (e de quebra perde umas calorias). Então tire esta bunda da cadeira e ande meu filho!
Perceba o mundo – Pois bem, aproveite que você está andando e perceba o mundo. Repare nos detalhes. Os fios embolados do poste, um azulejo quebrado, a mancha no chão que forma um desenho engraçado, a silhueta dos galhos através do céu azul. Sinta os cheiros, sinta o sol e o vento. Escute os passarinhos cantando e as risadas das crianças (ai que lindo isso). Aí chegue em casa e desenhe tudo que você viu e ouviu. Será um exercício e tanto.
Preste atenção nas pessoas – Sabe aquele seu vizinho estranho, que sempre chega em horários suspeitos? ou aquela moça meio triste que trabalha na padaria, ou até mesmo aquele seu gato maluco que te acorda de madrugada para beber água da pia? pois é, o mundo tá cheio de personagens em potencial. Maurício de Sousa se inspirou em seus filhos ao criar a Turma da Mônica. Charles M. Schulz se inspirou em amigos (e até no cachorro) para criar os personagens de Snoopy.
Não pare - Nunca pare. Lembre-se que a bicicleta não cai quando está andando! Deu uma leve travada? Não se desespere. Procure fazer qualquer coisa que exercite o cérebro. Desenhe algo que você já conhece bem. Seu quarto, você, a vizinha gostosona. Escreva, nem que seja para apagar depois. Converse com seu amigo imaginário. Converse com seus amigos de boteco. Leia. Assista um filme e desenhe a cena que mais gostou. Limpe seu quarto. Garimpe a internet em busca de imagens bacanas. Se inspire em outros artistas. Escute uma música e imagine um clipe. Viaje na maionese! Aproveite que a mente é livre para pensar no que quiser.
Bom, estas são as dicas. Claro que isso não é uma fórmula mágica. Muitas vezes estamos inspirados e assim mesmo não sai nada que preste. Por isso que, aquela velha teoria onde diz que criação é 5% inspiração e 95% transpiração pode ser verdade.
Bom, estas são as dicas. Claro que isso não é uma fórmula mágica. Muitas vezes estamos inspirados e assim mesmo não sai nada que preste. Por isso que, aquela velha teoria onde diz que criação é 5% inspiração e 95% transpiração pode ser verdade.
Maaaaas, por vida das dúvidas nunca deixe de cuidar, de mimar, de dar atenção à sua inspiração. Afinal, se as vezes fica difícil fazer alguma coisa com ela, imagine sem ela!

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domingo, 19 de julho de 2009
Reverencia às Referencias
Sempre fui a desenhista da família e da turma. Se precisavam de alguém para desenhar um gato, chamavam a Ila! Se precisavam de alguém para jogar Imagem & Ação, chamavam a Ila! Se precisavam de alguém para entreter a priminha por algumas horas, chamavam a Ila!
Mas se por um lado era divertido ser a queridinha das professoras de educação artística, por outro lado me assombrava aquela expectativa das pessoas de que eu soubesse desenhar tudo lindo e perfeito.
Como eu morava no interior nunca tive muito acesso à cursos, livros ou revistas para me especializar no assunto (ai que falta me fazia uma internet naquela época!), tudo que me restava era me deixar levar pela empolgação mesmo, sem técnica nenhuma. Pra piorar a situação eu achava que para ser uma desenhista "de verdade" eu tinha que saber desenhar TUDO, sem usar referencia alguma. Se eu fizesse isso estaria trapaceando. Coitada de mim!
Isso acabava sendo muito frustrante, pois muitas vezes precisei desenhar algo que não sabia. Me lembro de uma ocasião em que fiquei sabendo que muitos desenhistas conceituados, como o mestre das Pin-ups Gil Elvgren, o ilustrador Normal Rockwell e o conceituado quadrinista Alex Ross, tinham pastas e pastas de materiais de referencia. Ufa, que alívio foi saber disso! Compreendi que não era errado usar uma fotografia como "gabarito" na hora de desenhar, na verdade fazendo isso eu estaria até aprendendo! Afinal ninguém nasce sabendo tudo né?
Com os anos percebi que desenhar é prática. Uma sucessão de tentativas e erros. Assim como tudo nesta vida.


Mas se por um lado era divertido ser a queridinha das professoras de educação artística, por outro lado me assombrava aquela expectativa das pessoas de que eu soubesse desenhar tudo lindo e perfeito.
Como eu morava no interior nunca tive muito acesso à cursos, livros ou revistas para me especializar no assunto (ai que falta me fazia uma internet naquela época!), tudo que me restava era me deixar levar pela empolgação mesmo, sem técnica nenhuma. Pra piorar a situação eu achava que para ser uma desenhista "de verdade" eu tinha que saber desenhar TUDO, sem usar referencia alguma. Se eu fizesse isso estaria trapaceando. Coitada de mim!
Isso acabava sendo muito frustrante, pois muitas vezes precisei desenhar algo que não sabia. Me lembro de uma ocasião em que fiquei sabendo que muitos desenhistas conceituados, como o mestre das Pin-ups Gil Elvgren, o ilustrador Normal Rockwell e o conceituado quadrinista Alex Ross, tinham pastas e pastas de materiais de referencia. Ufa, que alívio foi saber disso! Compreendi que não era errado usar uma fotografia como "gabarito" na hora de desenhar, na verdade fazendo isso eu estaria até aprendendo! Afinal ninguém nasce sabendo tudo né?
Com os anos percebi que desenhar é prática. Uma sucessão de tentativas e erros. Assim como tudo nesta vida.

Antes e depois - Referencias fotográficas de Norman Rockwell

Antes e depois - Referencias fotográficas de Gil Elvgren
sábado, 18 de julho de 2009
Quem sou eu?
Mas afinal, quem é esta "ILA FOX"??
Bom, antes de tudo tenho que dizer que meu nome é ILA! Não é apelido ou abreviação, é meu nome mesmo! hehe.
Nasci no dia 21 de abril de 1982 em Santa Cruz do Rio Pardo, interiorrr de São Paulo. Todos dizem que fui um bebê tranqüilo. Chorava pouco, dormia muito. Vai ver desde aquela época que eu gostava de sonhar acordada.

Pequena Ila meditando com sua mamadeira e travesseirinho - 1986
Na infância não foi muito diferente não. Nas reuniões do colégio as professoras viviam pegando no meu pé por viver no "mundo da lua".
Mas acho que foi na adolescência que eu me superei. Ao invés de ser uma rebelde sem causa igual a todos, eu simplesmente usei toda minha energia para criar! Entre 1994 e 1998 Minha rotina era ficar trancafiada no meu quarto perdida nas minhas ilações.
Desenhando na minha escrivaninha e escutando música. Foi a época que eu mais produzi. Minhas pastas deste período tem em torno de 350 desenhos cada. Praticamente um desenho para cada dia do ano, nossa! ritmo industrial era pouco!

De óculos-e-aparelho na escrivaninha companheira - 1998
Com o término do colegial começaram algumas cobranças sobre faculdade e trabalho. Passei por um período de depressão que me desanimou bastante nesta época. Mas ainda assim tive animo de conseguir meu primeiro emprego de ilustradora em um jornalzinho e arte finalista numa agencia. Fatores decisivos nas minhas futuras escolhas profissionais.
Em 2001 tomei vergonha na cara e prestei vestibular. E então sai da casa dos meus pais. Não foi por rebeldia, mas para estudar. Tinha passado no vestibular da faculdade de artes plásticas da UEL em Londrina. Vida nova, tudo novo.

Na faculdade, desenhando uma laranja - 2002
Me formei em 2005. Para a alegria geral da nação eu consegui um emprego logo em seguida. E depois dele vários outros. Infelizmente todos maçantes e castradores do ponto de vista criativo. Banho de água fria para uma recém formada cheia de expectativas.
Fiquei oito anos morando em Londrina. Desenhei bem pouco neste período. Talvez o peso das responsabilidades do mundo adulto tivessem tirado um pouco da inspiração… Acho que os desenhos mais significativos desta fase obscura foram os do meu estágio no Sesc, onde eu desenhava e pintava cenários para peças teatrais e feiras do livro.

Com a mão na massa, pintando painel para feira do livro - 2005
Em 2007 senti que precisava tomar uma atitude se quisesse mudar minha vida. Dei um basta em tudo que me bloqueava e não me fazia bem. Terminei um namoro capenga, retomei amizades, sai mais, ri mais. Fiz uma bela de uma faxina na minha casa e na minha alma. Saí do marasmo que me encontrava e me senti muito bem. E com isso minha imaginação começou a fluir novamente!
Em 2008 conheci o Ricardo (ou Ricbit) que foi meu grande estimulo para voltar a desenhar. Sempre me incentivando e me apoiando. Não foi por menos que em oito meses nos casamos. Me mudei de mala, cuia e gatos para Belo Horizonte em Maio de 2009. E aqui estou eu!

Onde provavelmente estou agora
Hoje trabalho com ilustrações através da internet, atendendo clientes pelo mundo afora. Amo o meu trabalho, e fico feliz de ter a chance de poder fazer parte de um momento importante na vida dos meus clientes.
Bom, antes de tudo tenho que dizer que meu nome é ILA! Não é apelido ou abreviação, é meu nome mesmo! hehe.
Nasci no dia 21 de abril de 1982 em Santa Cruz do Rio Pardo, interiorrr de São Paulo. Todos dizem que fui um bebê tranqüilo. Chorava pouco, dormia muito. Vai ver desde aquela época que eu gostava de sonhar acordada.

Na infância não foi muito diferente não. Nas reuniões do colégio as professoras viviam pegando no meu pé por viver no "mundo da lua".
Mas acho que foi na adolescência que eu me superei. Ao invés de ser uma rebelde sem causa igual a todos, eu simplesmente usei toda minha energia para criar! Entre 1994 e 1998 Minha rotina era ficar trancafiada no meu quarto perdida nas minhas ilações.
Desenhando na minha escrivaninha e escutando música. Foi a época que eu mais produzi. Minhas pastas deste período tem em torno de 350 desenhos cada. Praticamente um desenho para cada dia do ano, nossa! ritmo industrial era pouco!

Com o término do colegial começaram algumas cobranças sobre faculdade e trabalho. Passei por um período de depressão que me desanimou bastante nesta época. Mas ainda assim tive animo de conseguir meu primeiro emprego de ilustradora em um jornalzinho e arte finalista numa agencia. Fatores decisivos nas minhas futuras escolhas profissionais.
Em 2001 tomei vergonha na cara e prestei vestibular. E então sai da casa dos meus pais. Não foi por rebeldia, mas para estudar. Tinha passado no vestibular da faculdade de artes plásticas da UEL em Londrina. Vida nova, tudo novo.

Me formei em 2005. Para a alegria geral da nação eu consegui um emprego logo em seguida. E depois dele vários outros. Infelizmente todos maçantes e castradores do ponto de vista criativo. Banho de água fria para uma recém formada cheia de expectativas.
Fiquei oito anos morando em Londrina. Desenhei bem pouco neste período. Talvez o peso das responsabilidades do mundo adulto tivessem tirado um pouco da inspiração… Acho que os desenhos mais significativos desta fase obscura foram os do meu estágio no Sesc, onde eu desenhava e pintava cenários para peças teatrais e feiras do livro.

Em 2007 senti que precisava tomar uma atitude se quisesse mudar minha vida. Dei um basta em tudo que me bloqueava e não me fazia bem. Terminei um namoro capenga, retomei amizades, sai mais, ri mais. Fiz uma bela de uma faxina na minha casa e na minha alma. Saí do marasmo que me encontrava e me senti muito bem. E com isso minha imaginação começou a fluir novamente!
Em 2008 conheci o Ricardo (ou Ricbit) que foi meu grande estimulo para voltar a desenhar. Sempre me incentivando e me apoiando. Não foi por menos que em oito meses nos casamos. Me mudei de mala, cuia e gatos para Belo Horizonte em Maio de 2009. E aqui estou eu!

Hoje trabalho com ilustrações através da internet, atendendo clientes pelo mundo afora. Amo o meu trabalho, e fico feliz de ter a chance de poder fazer parte de um momento importante na vida dos meus clientes.
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